Soja sobe em Chicago com expectativa de relatório e encontro EUA-China
Mercado reage a possíveis sinais de compras chinesas e à divulgação do relatório USDA, que pode trazer novos direcionamentos para a soja

Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta segunda-feira (11) em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho avançou 0,41% e fechou cotado a US$ 12,1300 por bushel, em um cenário de cautela antes de eventos relevantes para o mercado global.
Segundo o analista Vicente Zotti, Proprietário na NRP Agro, o mercado da soja testa tecnicamente uma resistência importante na faixa dos 1.200 pontos, mas não apresenta força suficiente para movimentos mais direcionais, principalmente devido à proximidade da divulgação do relatório oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), prevista para esta terça-feira (12).
Zotti destaca que o comportamento dos preços também reflete a expectativa em torno do encontro entre o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping. O mercado acompanha possíveis sinais de ampliação das compras chinesas de milho e soja, o que poderia dar suporte adicional às cotações no curto prazo.
No caso da soja, há expectativa de confirmação de embarques norte-americanos para a China na ordem de 25 milhões de toneladas, além de possíveis avanços nas negociações comerciais, fatores que podem influenciar diretamente o fluxo global da commodity.
Segundo a consultoria Agrinvest, o mercado aguarda eventuais sinais de compras adicionais de soja da safra velha, além de uma reafirmação das metas comerciais para a safra nova. O movimento se baseia no acordo comercial firmado no ano anterior, que prevê compras de 12 milhões de toneladas em 2025/26 e 25 milhões de toneladas anuais nas três temporadas seguintes.
Milho
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta segunda-feira com alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho avançou 0,85% e fechou cotado a US$ 4,7225 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o milho operou com ganhos moderados ao longo do dia, sustentado por fundamentos ligados à demanda externa e ao andamento da safra norte-americana.
As inspeções de exportação na semana encerrada em 7 de maio somaram 1,691 milhão de toneladas, uma queda de 17% em relação à semana anterior, mas ainda 30% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Apesar da retração semanal, o milho dos Estados Unidos segue competitivo no mercado internacional.
O mercado também acompanha a divulgação do relatório de progresso de safra, que deve confirmar a continuidade de um ritmo forte de plantio no país, favorecido por condições climáticas consideradas positivas para o desenvolvimento das lavouras.
Trigo
Os contratos futuros de trigo encerraram a sessão desta segunda-feira em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho registrou valorização de 2,42% e fechou cotado a US$ 6,3400 por bushel.
Segundo a Agrinvest, os futuros do cereal operaram com ganhos mais expressivos ao longo do dia, chegando a altas próximas de 2% nos contratos mais curtos. O movimento foi sustentado tanto pelo avanço dos preços do petróleo quanto pela firmeza do mercado físico norte-americano.
Os dados de inspeções de exportação divulgados pelo USDA mostraram que 511 mil toneladas de trigo foram embarcadas na semana encerrada em 7 de maio. O volume representa alta de 1,78% em relação à semana anterior e crescimento de 26,23% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Com isso, o mercado segue apoiado por sinais de demanda externa consistente e fatores macroeconômicos, que contribuem para a sustentação das cotações do trigo no curto prazo.


