Vittia reduz prejuízo no 2º trimestre e receita cresce 15,1%
Principais resultados da companhia continuam negativos e sob pressão do cenário monetário, mas empresa conseguiu atenuar piora com venda de biológicos

A Vittia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 17,4 milhões no segundo trimestre de 2026, uma melhora em relação ao resultado negativo de R$ 21,2 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Na comparação anual, a companhia reduziu o prejuízo em cerca de 18%.
A receita líquida alcançou R$ 114 milhões entre abril e junho, crescimento de 15,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. De acordo com a empresa, o avanço ocorreu por um esforço de geração de caixa em um período considerado de entressafra para a empresa.
Resultado foi puxado, principalmente, pelo desempenho da divisão de Soluções Biológicas e Naturais, que cresceu 34,5% no trimestre.
Já o Ebitda ajustado permaneceu negativo no período, em R$ 16,8 milhões, ante resultado também negativo de R$ 20,8 milhões um ano antes.
Resultados semestrais
No acumulado do primeiro semestre, no entanto, o desempenho foi mais pressionado. O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 17,4 milhões, ante R$ 13,9 milhões negativos nos seis primeiros meses de 2025.
O resultado líquido ajustado acumulado foi negativo em R$ 23,3 milhões, praticamente estável diante do prejuízo ajustado de R$ 23,1 milhões registrado um ano antes.
A receita líquida consolidada somou R$ 236 milhões no primeiro semestre, queda de 0,4% na comparação anual.
Segundo a companhia, o desempenho ocorreu em um cenário ainda desafiador para o agronegócio, marcado pela pressão sobre a rentabilidade dos produtores, preços mais baixos de commodities agrícolas, custos de produção elevados e condições mais restritivas de crédito.
Biológicos avançam 34,5%
Entre as áreas de atuação da Vittia, o principal destaque no trimestre foi a divisão de Soluções Biológicas e Naturais, que apresentou crescimento de 34,5%. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a alta foi de 5,7%.
A empresa também ampliou o portfólio com quatro lançamentos — RizoForte, Guardium WP, Aeron-N e Fillus — voltados a diferentes frentes, como manejo de nematoides, fixação de nitrogênio e nutrição vegetal.
A Vittia investiu ainda R$ 1,3 milhão no primeiro semestre na implantação de uma nova célula de envase para produtos formulados na fábrica de biológicos. O projeto faz parte de um plano de investimentos de R$ 9,6 milhões até o fim de 2026.
Outro destaque do balanço foi a geração de caixa das atividades operacionais, que atingiu R$ 102,6 milhões no primeiro semestre, alta de 42,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Com isso, a dívida líquida caiu 16,3% na comparação anual, para R$ 96,4 milhões, enquanto a alavancagem encerrou junho em 0,86 vez o Ebitda ajustado.
Segundo Alexandre Del Nero Frizzo, CFO e diretor de Relações com Investidores da Vittia, o crescimento da área de biológicos mostra a capacidade da companhia de avançar em uma frente estratégica mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo agronegócio.
O executivo também destacou a ampliação da geração de caixa e a manutenção de uma estrutura de capital equilibrada.
No primeiro semestre, a empresa destinou ainda R$ 41,6 milhões aos acionistas, sendo R$ 25,5 milhões em proventos e R$ 16,1 milhões em recompra de ações.


