Volume de derivativos de commodities na B3 cresce 26,2% em setembro
Negociações tiveram média diária de 34 mil contratos, ante 27 mil em setembro de 2025; frente a agosto deste ano, houve recuo de 16%

O volume médio diário de derivativos de commodities negociados na B3 alcançou 34 mil contratos em setembro de 2026, alta de 26,2% em relação aos 27 mil registrados no mesmo mês do ano passado. Na comparação com agosto deste ano, quando a média diária foi de 41 mil contratos, o indicador recuou 16%, segundo os destaques operacionais divulgados pela bolsa nesta terça-feira (13).
Os dados mostram que, apesar da retração na comparação mensal, a negociação de derivativos de commodities manteve um volume médio diário superior ao observado um ano antes. Os contratos derivativos permitem que participantes do mercado negociem instrumentos financeiros relacionados a ativos e referências de preços, sendo utilizados, entre outras finalidades, para proteção contra oscilações de preços e para estratégias de investimento.
A receita média por contrato de commodities, por sua vez, ficou em R$ 1,868 em setembro, queda de 12,2% em relação aos R$ 2,128 registrados no mesmo mês de 2025. Na comparação com agosto de 2026, quando o indicador foi de R$ 1,636, houve aumento de 14,2%.
O desempenho dos dois indicadores aponta movimentos distintos já que o volume médio diário de contratos cresceu na comparação anual, a receita média por contrato diminuiu. Em relação a agosto, o volume negociado recuou, mas a receita média por contrato avançou.
No conjunto dos derivativos negociados na B3, o volume médio diário alcançou 11,521 milhões de contratos em setembro, crescimento de 24,5% frente aos 9,251 milhões registrados em setembro de 2025. Na comparação mensal, houve alta de 19,9% ante os 9,608 milhões de contratos de agosto.
O avanço anual dos derivativos foi acompanhado por diferentes categorias, sendo os contratos de taxas de juros em reais registraram crescimento de 41,8% no volume médio diário, para 6,184 milhões, enquanto os derivativos de índices avançaram 22,2%, para 3,762 milhões. Os contratos de taxas de câmbio tiveram alta de 5,3%, para 838 mil, e os derivativos de taxas de juros em dólares e outras moedas cresceram 11,5%, para 384 mil contratos.
Já os futuros de criptoativos apresentaram trajetória oposta à dos demais grupos na comparação anual. O volume médio diário caiu 50,6%, de 643 mil contratos em setembro de 2025 para 318 mil em setembro deste ano.
A receita média por contrato de todos os derivativos ficou em R$ 1,162 em setembro, redução de 13,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando alcançou R$ 1,341. Frente a agosto, o indicador recuou 2,2%.
Os números integram o relatório de destaques operacionais da B3 referente a setembro de 2026. O documento não detalha o desempenho individual das commodities nem discrimina os resultados por produto agrícola ou pecuário.


