Chevrolet e Hyundai fecham acordo para lançar cinco modelos; entenda

O avanço das fabricantes chinesas se tornou um dos fatores mais relevantes

Rodrigo Barros, colaboração para a CNN Brasil
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A General Motors (GM) e a Hyundai anunciaram uma parceira com planos para fabricação de cinco modelos. O desenvolvimento dos carros será compartilhado e voltados para América Central e América do Sul. 

Segundo o anúncio, os planos incluem um SUV, um carro de passeio, uma picape e uma picape média. 

Para o mercado da América do Norte, as marcas devem lançar uma van comercial elétrica. Ao total, cinco modelos são esperados.

O comunicado das montadoras estimam que as vendas desses veículos ultrapassem 800 mil unidades por ano quando a produção estiver totalmente escalada.

O lançamento dos carros está previsto para o ano de 2028. 

“A colaboração estratégica com a GM nos permitirá continuar oferecendo valor e opções aos nossos clientes em diferentes segmentos e mercados,” afirma José Muñoz, presidente e CEO da Hyundai Motor Company.

Colaboração é vista como necessária

Segundo o professor de MBAs da FGV e especialista no setor automobilístico, Antônio Jorge Martins, não é a primeira vez que isso acontece. 

O especialista lembra a parceria AutoLatina, que uniu Ford e Volkswagen nos anos 1990, mas ressalta diferenças importantes. 

“Naquela época, a tecnologia não tinha o peso que tem hoje. Hoje, lideranças digitais e capacidade de evolução contínua são determinantes. A BYD, por exemplo, lança melhorias a cada dois ou três meses”, diz.

O avanço das fabricantes chinesas se tornou um dos fatores mais relevantes. Marcas como BYD, Geely e outras têm ampliado presença na Europa, América Latina e também em outros mercados como o Brasil. 

Na visão do professor, o cronograma a partir de 2028 pode parecer tardio, mas reflete a necessidade de integração cultural e tecnológica das empresas.

Para Martins, as marcas mais generalistas irão cada vez mais buscar apoio em outras para aumentar sua competitividade e rivalizar com os chineses. “Existe muito mais necessidade de darem certo. Pois se não derem certo, é muito difícil de continuarem sozinhas”, complementa o especialista.