Honda WR-V 2026 em teste: destaque em consumo e conforto de suspensão
Novo B-SUV da marca japonesa tem motor 1.5 aspirado. Honda WR-V 2026 recebe calibração específica da suspensão para as ruas brasileiras

O Honda WR-V 2026 chega ao mercado brasileiro com a missão de ocupar a base da linha de SUVs da marca, atuando abaixo de HR-V, ZR-V e CR-V. O modelo passa a integrar o segmento de B-SUVs, categoria que concentra grande parte da demanda atual e que reúne concorrentes como Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera.
O carro chega em duas versões, a EX por R$ 144.990 e a EXL, por R$ 149.990. Em todas as versões, vem com pacote completo de segurança Honda Sensing que inclui sistemas como Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), Alerta e Frenagem Autônoma de Emergência e Permanência de Faixa.
Durante um percurso de aproximadamente 300 km pelo Rio Grande do Sul, incluindo trechos urbanos, rodovias e vias não pavimentadas, foi possível observar como o WR-V 2026 se comporta em situações variadas de uso — ponto importante para um público que busca versatilidade e eficiência.
O destino da viagem preserva um detalhe bem interessante. Trata-se do Honda Energy, um parque eólico da marca japonesa, localizado em Xangri-lá (RS). Com dez aerogeradores, a unidade produz 31,7 MW de energia, o que garante 100% do consumo necessário nas fábricas de Itirapina e Sumaré (SP).

Plataforma e proposta
O WR-V 2026 utiliza uma nova arquitetura desenvolvida para mercados emergentes e tem porte mais compacto que o HR-V no comprimento, ganhando no espaço do porta-malas (458 litros) e distância entre-eixos (2,65m).
O desenho externo prioriza linhas retas e superfícies amplas, conferindo maior sensação de robustez. O interior segue a mesma lógica, adotando painel horizontal, quadro de instrumentos digital de 7” e central multimídia de 10”. A cabine privilegia espaço e ergonomia, mas peca em usar plásticos rígidos no painel.

Motor, desempenho e consumo
O conjunto mecânico traz o já conhecido motor 1.5 DI i-VTEC flex de 126 cv, associado ao câmbio CVT com simulação de sete marchas. O desempenho não tem foco esportivo, mas atende de maneira adequada situações de uso cotidiano. Na cidade, a resposta é satisfatória em arrancadas e acelerações moderadas, favorecendo condução confortável no trânsito.
Em estrada, o comportamento é estável, mas o motor demonstra limitações quando solicitado em ultrapassagens ou em velocidades mais altas — algo esperado para um propulsor aspirado. Por outro lado, a eficiência aparece como ponto forte. Durante o trajeto de testes, o WR-V registrou consumo de 12,5 km/l com etanol em rodagem mista, número superior às médias oficiais do Inmetro (8,2 km/l cidade e 8,9 km/l estrada no etanol).

Conforto e comportamento dinâmico
A suspensão, composta por McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, recebeu calibração específica para o piso brasileiro. Em ruas irregulares e trechos de cascalho, o conjunto absorveu bem as imperfeições e transmitiu sensação de controle. O vão livre de 223 mm contribui para transpor lombadas e valetas sem dificuldade.
A direção elétrica tem bom nível de progressividade, enquanto os freios exibiram eficiência compatível com o porte do modelo. O ruído na cabine foi um pouco elevado acima dos 120 km/h.
Segurança e assistência ao motorista
Todas as versões contam com o pacote Honda Sensing, que reúne controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática, assistente de permanência em faixa, mitigação de evasão de pista e farol alto automático. O sistema demonstrou precisão nas correções de direção e na manutenção de distância em rodovias. Há ainda seis airbags, controles de estabilidade e tração, câmera de ré e sensores de estacionamento.

Conclusão
Com boa eficiência energética, espaço interno competitivo e pacote completo de assistência ao motorista, o Honda WR-V 2026 se apresenta como uma das opções mais equilibradas entre os B-SUVs. O motor aspirado limita o desempenho, mas favorece consumo e confiabilidade, características valorizadas pelo público da categoria.


