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    Jaguar Land Rover investe R$ 6 milhões para reciclar baterias no Brasil

    Marca britânica pretende responder dúvida dos consumidores interessados em carros elétricos. Startup Energy Source faz gestão de baterias

    Com preços a partir de R$ 600 mil, o Jaguar i-Pace é opção 100% elétrica da marca
    Com preços a partir de R$ 600 mil, o Jaguar i-Pace é opção 100% elétrica da marca Divulgação

    Thiago Venturacolaboração para a CNN

    A Jaguar Land Rover (JLR) anunciou investimento de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 5,9 milhões) em uma startup brasileira especializada em reciclagem de baterias. Trata-se do primeiro aporte do gênero da empresa inglesa no país em meio a pesquisas globais sobre a destinação das baterias de carros elétricos (EV) após o fim da vida útil, um dos principais pontos questionados pelos críticos dos EVs.

    Ao contrário do que muita gente imagina, a bateria de um carro elétrico não “morre” ao fim da vida útil com o veículo. Estudos apontam que uma unidade pode durar mais de 20 anos. Após esse período, as baterias podem ser usadas em outras aplicações, como armazenamento de energia de origem solar ou eólica ou em veículos menores como motos e triciclos.

    É justamente nessa informação que a JLR vê uma oportunidade negócio: responder à dúvida do consumidor interessado em um carro elétrico sobre qual será a destinação da bateria.

    “A destinação das baterias é um problema que preocupa o mundo inteiro no desenvolvimento de carros elétricos. É a pergunta de praticamente todos os consumidores interessados em um veículo como esse”, afirma João Henrique Oliveira, CEO da JLR na América Latina.

    O investimento é feito pela inMotion Ventures, braço de investimentos da JLR, e a startup escolhida é a Energy Source, criada  em 2016 em São João da Boa Vista (SP). Antes desse anúncio, a JLR só havia feito esse  tipo de negócio no Reino Unido e nos Estados Unidos.

    O projeto prevê a gestão de baterias no final de sua vida útil e a otimização do ciclo de vida. Isso inclui serviços de reparo local, prolongando a vida útil das baterias existentes e eliminando a necessidade de substituição ou mesmo a reciclagem para outras aplicações.

    O valor aplicado pela Jaguar Land Rover tem como objetivo crescer o negócio e impulsionar o crescimento da Energy Source e expandir suas operações. Em caso de êxito, a startup poderá continuar a atender clientes globais, não apenas a própria JLR. Renault, BMW, Audi, Apple e WEG estão entre as empresas que já fizeram parcerias e estudos sobre o assunto.

    A empresa também opera atividades de reciclagem de baterias, recuperando materiais de alto valor das células gastas, contribuindo para a economia circular e reduzindo a necessidade de novas atividades de mineração.

    “É um importante passo para a empresa, mas ele é o primeiro de um grande ciclo. A Energy Source, de fato, transformou o que era resíduo, lixo, podemos dizer assim, em produtos de alta tecnologia”, afirma David Noronha, CEO e fundador da Energy Source.

    Sede da Energy Source em São João da Boa Vista (SP)
    Sede da Energy Source em São João da Boa Vista (SP) / Divulgação

    Com um parque industrial de 4.500 metros quadrados em São João da Boa Vista, a empresa já produziu desde 2016 cerca de 10 MW/h de baterias e reciclou 700 toneladas de baterias não reutilizáveis. A conta também inclui a reparação de 5 toneladas de baterias.

    “Ter uma empresa, aqui no Brasil, que pode rastrear todas as etapas da economia circular, seja reuso, reaproveitamento ou reciclagem, no mesmo local, é uma oportunidade enorme para que possamos continuar tratando as preocupações do consumidor e acelerar o desenvolvimento do mercado de veículos elétricos”, completa  João Henrique Oliveira.

    Além da Energy Source, a Jaguar Land Rover já teve participação em outras empresas e negócios. Por meio da InMotion Ventures, possui parcerias com Lyft, Ascend Elements, Circulor, Uncaged Innovations, ChipFlow e EV Energy.