Paralisação das fábricas da Toyota afetará vendas de 2 líderes de mercado

Fabricante também estuda importar motores de outros países

Rodrigo Barros, colaboração para a CNN Brasil
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A Toyota do Brasil está passando por problemas em razão da tempestade que destruiu a fábrica de Porto Feliz (SP). A unidade, que tem capacidade para produzir até 108 mil motores todos os anos, é responsável pela produção de motores para modelos líderes do mercado como o sedã Corolla e o SUV Corolla Cross.

O Corolla sedã é o mais vendido de sua categoria, com uma ampla margem. Entre janeiro e agosto deste ano, o modelo já emplacou quase 25 mil unidades. O BYD King, que vem logo em seguida, tem 8,3 mil emplacamentos.

Já no segmento dos SUVs médios, hoje o Corolla Cross é o principal produto da categoria e ultrapassou o Jeep Compass. O SUV da marca japonesa já soma quase 45 mil emplacamentos. De forma geral, o Toyota Corolla Cross é o terceiro mais vendido entre todos os SUVs. 

Como solução temporária aos danos na planta de Porto Feliz (SP), a fabricante já estuda alternativas para importar motores de outras unidades da Toyota em outros países. 

“As propostas serão apresentadas a partir de hoje, para votação nos próximos dias e, assim que aprovadas, serão aplicadas de forma emergencial”, revelou a marca em nota enviada a reportagem. 

Segundo a empresa, a análise inicial é de que a fábrica leve meses para retomar as atividades. “O levantamento de danos prossegue com bastante cuidado, a fim de permitir o desenvolvimento dos respectivos planos de reparo, mantendo a segurança das pessoas como a maior prioridade”, complementa a Toyota.

Além disso, o lançamento do novo Yaris Cross também foi postergado. O SUV compacto seria lançado no próximo mês.

Trabalhadores 

A montadora também está em contato com o Sindicato para alternativas aos trabalhadores que atuam na unidade. 

“Já estamos discutindo com a empresa alternativas, inclusive o uso de ferramentas como o lay-off, férias e outras medidas, para assegurar emprego e renda neste período de paralisação”, explicou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Silvio Ferreira.