Recarga rápida pode acelerar degradação de baterias dos carros elétricos
A degradação é um processo natural que reduz, ao longo do tempo, a quantidade de energia que uma bateria consegue armazenar

Um estudo recente comprovou que a recarga rápida nos carros elétricos pode acelerar a degradação das baterias. Segundo análise, o nível de potência é o principal fator que contribui para o envelhecimento do componente.
De acordo com o estudo da Geotab, empresa de gestão de frotas ativos e veículos conectados, os veículos que recorrem com frequência às tomadas rápidas (acima de 100 kW) registraram um desgaste mais acelerado.
Para esses modelos que usam a recarga mais veloz, o desgaste médio chega a 3% ao ano. Por outro lado, os carros que carregam em potência mais baixas ficam em torno de 1,5% ao ano (metade da perda).
As regiões mais quentes também aceleram a degradação das baterias. A degradação foi, em média, 0,4 ponto percentual mais alta a cada ano do que em áreas de clima mais ameno.
A análise ainda mostra que os veículos com uso diário mais intenso registraram degradação um pouco mais rápida: cerca de 0,8% ao ano, na comparação com os de uso mais leve.
Ainda assim, o efeito é considerado modesto e, em diversos casos, é compensado pelos ganhos operacionais e financeiros de manter o veículo em atividade.
O que é degradação da bateria?
A degradação é um processo natural que reduz, ao longo do tempo, a quantidade de energia que uma bateria consegue armazenar.
A condição da bateria costuma ser medida pelo estado de saúde (State of Health – SOH). As baterias começam a vida com 100% de SOH e se deterioram gradualmente. Como referência, uma bateria de 60 kWh operando a 80% de SOH passa a se comportar, na prática, como uma bateria de 48 kWh.


