Renault Geely vai fabricar Kwid 2027 com visual do elétrico no Brasil
Renault prepara Kwid 2027 com profundas alterações estruturais e parceria ampliada com a Geely. Subcompacto pode ganhar mais tecnologia para se destacar no mercado

A Renault Geely pretende ampliar a produção de carros eletrificados no Brasil e também atualização do line-up atual, que o Kwid 2027. Esse é um dos planos que a nova montadora sino-francesa pretende para o mercado latino, dentre outras novidades, parte delas reveladas no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2025, que acontece de 22 a 30 de novembro.
Isso ocorre após a sociedade entre a Renault do Brasil e a Geely que criou a nova 'Renault Geely do Brasil'. O grupo chinês comprou 26,4% da operação da francesa no país e vai investir R$ 3,8 bilhões para montagem de veículos no Complexo Ayrton Senna em São José dos Pinhais (PR).
Entre os frutos da nova empresa, está a nacionalização do EX5 EM-i, versão híbrida do SUV chinês já vendido no Brasil. Durante o Salão, a Geely confirmou a produção no Paraná do modelo. Mas não para por aí: a empresa vai lançar o Kwid 2027 com visual do elétrico Kwid E-Tech a partir do próximo ano.
Embora o monobloco seja preservado, praticamente todas as superfícies externas serão substituídas, incluindo capô, para-lamas, portas e tampa do porta-malas, conforme apurou Autoesporte. Também estão previstos novos faróis, para-choques e elementos aerodinâmicos, aproximando sua identidade visual da adotada no Kwid E-Tech vendido no mercado brasileiro.

As dimensões devem seguir o padrão do Kwid E-Tech já vendido no Brasil por R$ 99.990: comprimento de 3,70 metros, largura de 1,77 m e altura de 1,53 m. O painel também vai adotar o exibido no elétrico quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, central multimídia de 10 polegadas com conexão sem fio
No conjunto mecânico, o Kwid 2027 deve seguir equipado com o motor 1.0 SCe flex de três cilindros. A transmissão seguirá manual de cinco marchas, mas com mudança do sistema de varão para cabo, solução mais moderna, que tende a oferecer engates mais precisos.

A renovação do Kwid ocorre em um momento estratégico para a Renault. O segmento de carros de entrada perdeu espaço entre as montadoras tradicionais, abrindo margem para reposicionamento de modelos compactos. A nova aliança com a Geely reforça o interesse da marca em manter presença ativa nesse nicho, especialmente considerando que o Kwid segue como um dos veículos mais comercializados da empresa no país.
Ao mesmo passo, a Fiat pode ajustar seu foco para o 'novo Uno', futuro hatch derivado do Grande Panda elevando um pouco o valor do carro de entrada. Com isso, o Mobi ficaria menos atualizado, dando mais espaço para o Kwid 2027.


