Start-stop: entenda o sistema que economiza combustível

Os carros com sistema start-stop possuem uma bateria específica para aguentar os ciclos de partida

Rodrigo Barros, colaboração para a CNN Brasil
Sistema Start-Stop presente no Nissan Kicks
Sistema start-stop presente no Nissan Kicks  • Rodrigo Barros/CNN
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Ao longo dos anos as montadoras buscam alternativas para reduzir as emissões dos motores e economizar combustível. Uma solução para isso é o sistema start-stop. 

A tecnologia foi desenvolvida para desligar o motor do veículo em uma parada completa, como no trânsito ou em semáforos. Ao tirar o pé do freio ou pisar no pedal do acelerador, o automóvel liga rapidamente. 

Segundo o analista técnico automotivo da Oficina Brasil Victor Araujo Pedrão, a tecnologia funciona com uma série de componentes e sensores que trabalham em conjunto com a central eletrônica do veículo. 

“Estudos e testes realizados por fabricantes de automóveis e organizações indicam que o sistema start-stop pode resultar em uma economia de até 10% do combustível, além da redução de emissão de CO2 (gás carbônico) no meio ambiente”, diz Pedrão. 

Ainda de acordo com o especialista, os automóveis equipados com start-stop contam com um sistema projetado com aprimoramentos para suportar os diversos ciclos de partida.  

Maioria dos carros contam com botão para desligar o sistema Start-Stop • Rodrigo Barros/CNN
Maioria dos carros contam com botão para desligar o sistema Start-Stop • Rodrigo Barros/CNN

“Os veículos que possuem o sistema start-stop possuem bateria específica que suportem os ciclos de partida. Elas contam com o CCA (Corrente de Partida a Frio) mais elevado, pois são projetadas para fornecer a potência necessária para as constantes reinicializações do motor”, complementa o analista técnico.

O sistema start-stop pode ser desativado, geralmente, por meio de um botão. Contudo, alguns veículos não podem desativar o sistema em nenhuma ocasião, como os modelos híbridos da Fiat, Pulse e Fastback.

Exemplo positivo desse sistema é a BMW que, segundo Pedrão, utiliza um sistema que monitora a temperatura da bateria, o comportamento do motorista e a condição de tráfego para otimizar o funcionamento.