Denúncias anônimas passam de 107 mil em SP; 64% chegam pela internet
Tráfico de drogas, procurados pela Justiça e violência doméstica estão entre os principais relatos; plataforma digital já concentra quase dois terços das denúncias

Mais de 107 mil denúncias anônimas foram registradas no estado de São Paulo entre janeiro e junho deste ano. Do total de 107.025 registros, 68.837 foram feitos pela internet, por meio do Web Denúncia, o equivalente a 64,3%. Outras 38.188 denúncias chegaram pelo telefone 181.
O canal digital se consolidou como a principal forma de comunicação de denúncias anônimas no estado. Apenas em junho, foram 18.536 registros, sendo quase sete em cada dez feitos pela internet.
Entre os assuntos mais denunciados estão tráfico de drogas, procurados pela Justiça, violência doméstica, maus-tratos a animais e crimes ambientais.
Como funciona a denúncia anônima?
O sistema permite que o cidadão forneça informações sem precisar se identificar. No caso do Web Denúncia, o usuário recebe um número de protocolo e uma senha que permitem acompanhar o andamento da ocorrência posteriormente.
Segundo a Coordenadoria Operacional da Polícia Militar, responsável pelo serviço, as informações passam por uma análise antes de serem encaminhadas para as equipes responsáveis pela apuração. Dependendo do caso, o relato pode chegar à Polícia Civil ou à Polícia Militar.
A orientação é que o denunciante forneça o maior número possível de detalhes, como endereço, características dos envolvidos, veículos utilizados, horários e outros elementos que possam ajudar na identificação de pessoas ou na localização de um determinado crime.
Da denúncia à investigação
Uma denúncia, por si só, não significa que haverá uma prisão ou uma operação. As informações recebidas precisam ser analisadas e podem ser cruzadas com outros dados antes de uma eventual ação policial.
De acordo com a PM, o reforço na estrutura de análise das denúncias e a ampliação da capacidade de atendimento estão entre os fatores que contribuíram para o aumento dos registros.
O volume de relatos também mostra como o canal digital passou a ocupar espaço importante na comunicação entre população e forças de segurança. Em vez do telefone, a maior parte dos registros hoje é feita pela internet, com a possibilidade de acompanhar o andamento da ocorrência sem revelar a identidade.



