Basília Rodrigues
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Basília Rodrigues

Apura e explica. Adora Jornalismo e Direito. Vencedora do Troféu Mulher Imprensa e prêmios Especialistas, Na Telinha e profissionais negros mais admirados

Defesa de Collor esperava desfecho e já atua para pedir prisão domiciliar

Ex-presidente foi preso na madrugada desta terça-feira; PF cumpriu ordem de Moraes

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A prisão do ex-presidente Fernando Collor de Mello, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era uma etapa esperada por advogados que acompanham o caso, depois de esgotadas as chances de recursos.

A pena imposta a Collor em julgamento de 2023, por desvios na BR Distribuidora, foi de oito anos e dez meses de prisão. Esse tempo prevê regime inicialmente fechado. Outros alvos do processo foram condenados a penas abaixo disso. Collor recorreu, mas perdeu todas as tentativas.

Um dos advogados do caso afirmou à CNN, sob a condição de anonimato, considerar a situação “triste”. Reforçou, no entanto, que se esse foi o entendimento do tribunal é precisão respeitar.

Segundo essa mesma fonte, todos os recursos foram esgotados. Nas palavras dele: “não havia para onde correr.”

O ex-presidente foi preso pela Polícia Federal em Maceió. A defesa aguarda agora aguarda a manifestação do plenário do STF, que terá sessão virtual ainda nesta sexta-feira (25) para referendar ou não a decisão.

Nesta fase de cumprimento da pena, há expectativa, entre advogados do caso, de convencer o Judiciário a decidir pela prisão domiciliar. A lei brasileira prevê regras especiais para pessoas condenadas com mais de 70 anos. Collor tem 75 anos de idade.

Segundo a acusação, o ex-presidente recebeu R$ 20 milhões em propina entre 2010 e 2014. O valor teria sido pago pela UTC Engenharia em troca de sua influência política, à época como senador, para facilitar obras e indicar diretores à subsidiária da Petrobras.

A investigação nasceu na Operação Lava Jato, a partir da delação premiada de Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC.