Importados: se não usar gasolina premium pode quebrar o motor?
Boris Feldman esclarece dúvidas sobre o uso de gasolina premium em veículos importados e explica as diferenças entre os tipos de combustível

A gasolina premium, conhecida por sua elevada octanagem, tem gerado dúvidas entre proprietários de carros importados. Boris Feldman, especialista automotivo da CNN Brasil, esclarece se esse tipo de combustível é realmente necessário para todos os veículos importados.
A gasolina premium, comercializada com diferentes nomes pelas distribuidoras - Podium (Petrobras), R de Racing (Shell), Ipmax Pro (Ipiranga) e Premium (Ale) - tem como principal característica sua alta octanagem. Essa propriedade representa a resistência do combustível à compressão dentro do cilindro do motor.
Octanagem e desempenho do motor
Feldman explica que uma baixa octanagem pode causar a chamada "detonação" ou "pré-ignição", onde a mistura explode antes do momento ideal. Isso é especialmente relevante para motores de carros esportivos ou de luxo importados, que geralmente possuem maior taxa de compressão.
No entanto, o especialista ressalta que a gasolina brasileira, mesmo a comum, já possui uma das maiores octanagens do mundo, principalmente devido à mistura com etanol. A gasolina comum ou aditivada no Brasil tem octanagem de 93 R, enquanto a premium chega a 102 R, sendo uma das mais elevadas globalmente.
Impacto no desempenho e economia
Segundo Feldman, abastecer um carro importado de alto desempenho com gasolina comum ou aditivada não causa danos ao motor. A principal diferença está na potência: 'Apenas se perdem alguns cavalinhos, pois a central eletrônica se ajusta automaticamente para aquela octanagem', explica.
Outra vantagem da gasolina premium é seu menor teor de etanol: 25% contra 27% da gasolina comum. Isso pode resultar em uma pequena economia de combustível em alguns casos.
O especialista conclui que apenas superesportivos e hiperesportivos realmente necessitam da gasolina premium brasileira. Para a maioria dos carros importados, a gasolina comum ou aditivada é suficiente, oferecendo um bom equilíbrio entre desempenho e custo-benefício.



