Caio Coppolla
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Caio Coppolla

Comentarista da CNN. Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), é especialista em comunicação digital, colunista, consultor e palestrante

Coppolla: Critério dos EUA em caso Erika Hilton é científico e objetivo

“Brasil preferiu adotar um critério social e subjetivo. Por aqui, o que prevalece é a imagem autodeclarada da pessoa”

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Para o governo dos Estados Unidos não importa a autopercepção, mas a genética. Goste ou não, é um critério científico e objetivo, afirmou o comentarista Caio Coppolla no programa O Grande Debate desta quarta-feira (16).

A deputada federal Erika Hilton (PSOL) afirma ter tido a identidade de gênero alterada para “masculino” no visto diplomático concedido pelos Estados Unidos.

“O Brasil preferiu adotar um critério social e subjetivo. Por aqui o que prevalece é a imagem autodeclarada da pessoa. É por isso que no Brasil, se uma pessoa afirmar que uma mulher trans é na verdade um homem e se recusar a tratá-la como mulher, ela pode ficar exposta a uma ação judicial”, afirmou Coppolla.

“O atual presidente americano, votado pela maioria da população, fez campanha prometendo impedir que pessoas que nasceram com sexo masculino participassem das ligas femininas de esporte. Ele também prometeu banir cirurgias e tratamentos de resignação sexual em crianças e adolescentes, e abolir a chamada ‘ideologia de gênero’ das políticas públicas federais. Dito e feito”, prosseguiu.

“A Suprema Corte do Reino Unido decidiu hoje mesmo sobre esta matéria: ‘A decisão unânime deste tribunal é que os termos mulher e sexo se referem à mulher biológica e ao sexo biológico’. Portanto, não é apenas nos Estados Unidos que a sra. Erika Hilton não é mais considerada legalmente uma mulher, no Reino Unido também não. Ou seja, se o Brasil for comprar essa briga diplomática, o embate sobre os transgêneros será também transcontinental e transatlântico”, concluiu.