Caio Coppolla
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Caio Coppolla

Comentarista da CNN. Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), é especialista em comunicação digital, colunista, consultor e palestrante

Coppolla: Decisão de Eduardo de não retornar ao Brasil é mais que legítima

“Se há violação explícita dos direitos humanos, essa violação deveria ser denunciada e combatida por todo aquele que se diz defensor da democracia, como tem feito Eduardo Bolsonaro no Brasil e no exterior”

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A decisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de se licenciar do cargo e não retornar ao Brasil é mais que legítima, afirmou o comentarista Caio Coppolla no programa O Grande Debate desta terça-feira (18).

“Se há tribunal de exceção, se há tortura, se há censura, há violação explícita dos direitos humanos, essa violação deveria ser denunciada e combatida por todo aquele que se diz defensor da democracia, como tem feito Eduardo Bolsonaro no Brasil e no exterior. Até porque, tanto a Constituição brasileira, quanto a Constituição americana repudiam essas práticas”, disse.

Em entrevista à CNN, Eduardo Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que não tem voo de volta para o Brasil e que deve fazer um pedido de asilo político ao governo dos Estados Unidos.

O parlamentar, que vai se licenciar do mandato, afirmou que tomou a decisão diante do que chamou de perseguição à direita no Brasil por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prender alguém sem julgamento por meses, com base em provas forjadas, e jogá-lo numa solitária por dias a fio, a fim de obter uma delação sob coação, é uma violação explícita aos direitos humanos, porque configura tortura. Impedir que uma pessoa presumidamente inocente dê entrevistas à imprensa, fale em público, ou tenha redes sociais, é uma violação explícita aos direitos humanos, porque configura censura”, continuou.

“O jeito é pedir asilo fora do país e aproveitar o ensejo para denunciar a censura a adversários políticos, os inquéritos sem fim, a pesca probatória, a escolha de alvos da investigação, a fabricação de provas, a delação sob ameaça, as prisões ilegais, as falsas acusações e a narrativa do golpe. Se as instituições brasileiras se recusam a responsabilizar as autoridades quem estão violando direitos humanos, fica a esperança de que as instituições americanas deem o exemplo e punam quem censura, quem tortura e quem persegue adversários”, defendeu.