Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Confiança do empresário gaúcho cai ao nível de pandemia e da crise de 2015

Dados da Fiergs mostram que "deterioração na situação atual dos negócios foi generalizada"

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Uma pesquisa da Federação das Indústrias do estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) aponta que a confiança do empresário gaúcho caiu após as enchentes que assolam o estado para níveis semelhantes ao da pandemia e ao da crise econômica do Brasil de 2015.

Segundo a Fiergs, "a deterioração na situação atual dos negócios foi generalizada, mas foram nas perspectivas dos empresários para os próximos seis meses que a tragédia climática mostrou as maiores consequências".

A pesquisa é composta por dois índices: o de Condições Atuais, formado pela percepção dos empresários sobre a economia brasileira e sobre a própria empresa em relação aos últimos seis meses, e o Índice de Expectativas, para o semestre seguinte.

A instituição aponta que o Índice de Expectativas recuou 7,5 pontos, de 53,2, em abril, para 45,7, em maio, saindo da zona otimista para a pessimista.

O número é menor somente que o de maio de 2020, no início da pandemia da Covid-19, e os dos patamares mais baixos da crise econômica brasileira em 2015 e 2016.

O Índice de Condições Atuais recuou de 45,2 pontos, em abril, para 41,9, em maio. O Índice de Condições da Economia Brasileira, que recuou de 39,4 para 38,5 pontos no período, registrou o menor patamar entre todos os índices de confiança.

De uma maneira geral, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) neste mês de maio foi de 44,4, o menor nível desde junho de 2020, no auge da pandemia.

“Com centenas de cidades atingidas, muitas empresas debaixo d’água, funcionários sem residência, as expectativas dos empresários estão abaladas. Convém lembrar que 94% da atividade econômica do Estado foi afetada de alguma forma, seja por inundações, deslizamentos de encostas, problemas logísticos, com os colaboradores ou fornecedores, em localidades onde estão instaladas 96% das indústrias gaúchas”, avaliou o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

Desde 2005, em 191 edições do ICEI-RS, essa foi a sétima redução mensal mais intensa.

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