CNI apresenta ao governo proposta de adiamento de tarifaço por 90 dias
Entidade afirma que prazo é "essencial" para analisar efeitos da medida e buscar soluções diplomáticas
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) formalizou nesta segunda-feira (14) ao governo federal uma proposta para que seja adiado em 90 dias o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações brasileiras.
O pedido foi feito pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, durante reunião com a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Tatiana Prazeres, e presidentes das federações das indústrias de todo o país.
O objetivo do encontro foi a avaliação dos impactos econômicos e sociais do tarifaço de Trump e, segundo a CNI, "durante o encontro, os representantes do setor produtivo alinharam a defesa de um adiamento mínimo de 90 dias na aplicação das novas tarifas".
"Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas", diz a confederação.
De acordo com ela, "a estimativa preliminar apresentada durante a reunião aponta para uma possível perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto negativo no PIB".
A CNI informou também que "os participantes também destacaram a importância de conduzir o processo com prudência, equilíbrio e diálogo técnico, preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis".
Como mostrou mais cedo a CNN, nesta terça-feira empresários se reunirão com o governo federal em Brasília e com o governo de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes para discutir o tarifaço.



