Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

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Governo estima petróleo semelhante ao pré-sal na Margem Equatorial

Exploração poderia chegar a 10 bilhões de barris, similar às descobertas da Guiana e Suriname

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Um documento do Ministério de Minas e Energia encaminhado à Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados estimou a possibilidade de extração de 10 bilhões de barris de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. O número é próximo às reservas exploráveis do pré-sal que são da ordem de 12 bilhões de barris.

No documento, a pasta afirma que a exploração pode “resultar em 10 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, em similaridade com as descobertas da Guiana e Suriname”.

O texto diz ainda que o investimento na foz do Amazonas é necessário “para avaliar o potencial petrolífero da margem equatorial e reverter a tendência de queda da produção de petróleo a partir de 2029”.

Também fala que há “estimativa de investimentos futuros na ordem de US$ 56 bilhões e arrecadação estatal na ordem de US$ 200 bilhões, com geração de centenas de milhares de empregos” e relata ainda haver 41 blocos exploratórios possíveis na Margem Equatorial.

Para o consultor Adriano Pires, se houver petróleo na Foz do Amazonas, ele só começará a ser comercializado num prazo estimado de cinco anos, ou seja, a partir de 2029.

Em uma estimativa conservadora, ele diz que a região deve conter, no mínimo, metade do pré-sal.

“Há uma estimativa de que você tenha lá uma reserva ampla de 30 bilhões de barris provavelmente, mas nem tudo isso é comercialmente viável. A reserva provada da Margem Equatorial seria de uns 6 bilhões de barris. A gente estima isso a partir do que a Guiana e o Suriname estão furando e localizando. E lá do outro lado da África também está furando em uma região com características semelhantes, mas pode ser que tenha mais. Pode ser que seja idêntica ao pré-sal. Eu estou sendo conservador nesse cálculo”, disse.

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