Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

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Lula-Trump: empresários veem ganhos, mas resultado aquém do esperado

Expectativa é que as diretrizes para um acordo fossem dadas pelos dois lados, o que não aconteceu

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com presidente dos EUA, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com presidente dos EUA, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia26/10/2025  • REUTERS/Evelyn Hockstein
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Empresários com quem a CNN Brasil conversou consideraram a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump positiva do ponto de vista político, mas com resultados aquém do esperado.

Eles disseram que o encontro foi politicamente positivo para os dois países, principalmente porque consolidou o momento mais favorável das relações após um período de elevado tensionamento.

Esperavam, porém, que pelo menos as diretrizes para um acordo fossem dadas pelos dois lados — o que não aconteceu nem na reunião presidencial, nem na que ocorreu depois entre as áreas técnicas.

Também se frustraram com o fato de não ter havido uma suspensão temporária do tarifaço, ao menos enquanto as negociações avançassem, como um gesto americano para amenizar as perdas ocorridas desde anúncios das taxações, em 9 de julho.

A suspensão interessava especificamente os empresários porquê, desse modo, conseguiriam desovar encomendas prontas que não foram exportadas.

Outro ponto que gerou frustração é que não foram incluídas novas exceções ao tarifaço, algo que parte dos empresários esperavam também como um gesto por parte dos americanos.

Por outro lado, representantes do setor privado que circularam por Washington nos últimos dias também afirmaram notar que o fator Jair Bolsonaro está ficando para trás, e que o que os americanos querem do Brasil tem viés majoritariamente econômico.

A impressão é que questões envolvendo etanol, minerais críticos e tecnologia estão no topo da lista de prioridades dos americanos.

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