Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Análise: Sobrevivência de Kassio depende da eleição de Flávio

O debate sobre Fake News, seu alcance e quem as produz é, aqui, lateral; o que está em curso é a guerra interna do Supremo sendo importada pelo TSE

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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, tomou uma decisão que pode ser lida como uma aposta na vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e na própria sobrevivência política.

A avaliação em Brasília é de que é isso que está por trás da decisão de suspender o canal "exército de Lula", organizado por André Janones, que a campanha de Flávio aponta como disseminador de fake news.

Não que não haja disseminação de notícias falta por parte dos apoiadores de Flávio ou de Lula. Fake news é algo tão antigo em campanhas eleitorais como juízes acusados de ter lado político.

A diferença é que, agora, a urna vai ditar quem vai matar e quem vai morrer, do ponto de vista político, claro, nas cortes superiores do Brasil. Já é sabido, por exemplo, que Alexandre de Moraes, acossado por suas relações com Daniel Vorcaro, deve cair se Flávio vencer.

A lógica é a mesma para Kassio Nunes Marques que, também acossado pela proximidade com Daniel vorcaro, deve cair se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer.

O debate sobre Fake News, seu alcance e quem as produz é, aqui, lateral.

O que está em curso é a guerra interna do Supremo sendo importada pelo TSE.