Flávio relata ao TSE escalada violenta e aumento de ameaças
Senador ainda apresentou um relatório de segurança elaborado pela campanha que revela conteúdos de risco captados em postagens nas redes sociais

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou no último domingo ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um documento sigiloso no qual aponta entender haver uma escalada violenta na campanha eleitoral e pedindo ao presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotar providências que considerar necessárias.
O senador também apresentou um relatório de segurança elaborado pela campanha que revela conteúdos de risco captados em postagens nas redes sociais.
"Relatório de segurança consolidado em 15/08 e abrangente do período de 05 a 14/08 dá conta de 2.463 conteúdos de risco dirigidos ao candidato Flávio Bolsonaro, classificados em níveis críticos, alto, moderado e baixo. A classificação considera elementos como manifestação de desejo de morte, incitação ou conclamação à violência, ameaça direcionada, indícios de intencionalidade e referências a planejamento, oportunidade ou condições para a execução de ataques", afirma o documento.
Ele diz ainda que "desse volume relevante de conteúdos violentos, 36,5% foram enquadrados como de “ameaças explícitas” (direcionamento contra a vida ou a integridade física); 29,3% como “incitação à violência” (incentivo, adesão ou conclamação à prática violenta); 28,5% como “referências codificadas” (alusões linguagem indireta associada a ataque ou lesão) e 5,7% como “planejamento/oportunidade” (menções a ocasião, presença, meios ou preparação)".
O senador coloca também que, "desde o início do lançamento de sua pré-candidatura, seu núcleo de segurança tem detectado um aumento significativo das situações classificadas como de 'risco à sua segurança pessoal', derivadas também de 'conteúdo ameaçadores' rastreados pelas redes sociais".
No documento, ele afirma entender haver responsabilidade do presidente e candidato à reeleição Lula (PT). "Lamentavelmente, após duas falas de incitação à violência do também candidato Luiz Inácio Lula da Silva ('antigamente traidor era enforcado'), o volume de postagens violentas aumentou."
O candidato diz que, "na avaliação da equipe responsável pelo monitoramento, a repetição da referida expressão pode ser interpretada por grupos radicalizados como verdadeiro “apito de cachorro” para a adoção de medidas concretas contra a integridade física de Flávio Bolsonaro."
No último sábado, como revelou a CNN, um homem foi conduzido à delegacia de Juiz de Fora após fazer uma menção a uma facada no candidato durante sua passagem por Juiz de Fora. O documento cita esse episódio. E conclui haver uma escalada violenta na campanha.
"A disseminação de conteúdos violentos contra candidatos à Presidência da República desafia as liberdades democráticas e nos coloca a todos em estado de permanente alerta, especialmente quando se consideram os episódios recentes de atentados ocorridos em eleições presidenciais pela América Latina e também nos Estados Unidos. Serve, portanto, este relatório, para compartilhar com Vossa Excelência o cenário de escalada violenta detectado por esta campanha presidencial, para que Vossa Excelência, na condição de Presidente do TSE possa adotar as providências cabíveis e necessárias."



