Joaquim Barbosa está animado e sairá em campanha, diz presidente do DC
João Caldas disse à CNN que o nome de Aldo Rebelo se inviabilizou

O presidente do DC (Democracia Cristã), João Caldas, disse à CNN nesta segunda-feira (18) que o nome de Aldo Rebelo se inviabilizou e que a candidatura de Joaquim Barbosa é um “fato consumado” para o partido e também para o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
De acordo com ele, Barbosa se filiou no dia 2 de abril já com plano de se candidatar e sairá em campanha em breve.
Caldas disse ainda já ter conversado com dirigentes partidários para que o ex-ministro se aproxime da política.
A seguir a entrevista para a CNN:
CNN: Por que trocar Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa?
João Caldas: O motivo é o mais óbvio possível. Não tem mistério. Aldo é um candidato inviável. A última pesquisa foi desastrosa. Em qualquer quesito, ele não pontua. É zero, traço; nem aparece nas pesquisas. Não dá para ele continuar sendo candidato de si próprio. Ele não tem adesão de ninguém, não tem um segmento que o apoia, é totalmente inviável. É irresponsabilidade entrar nisso.
CNN: Joaquim Barbosa será mesmo candidato?
JC: Sim, ele será candidato. É um fato consumado a candidatura dele. É o candidato do partido, que está unido e fechadíssimo com ele.
CNN: Qual o próximo passo?
JC: O próximo passo é ele ver o cronograma dele e entrar ele próprio nas discussões. Ele vai falar, vai receber jornalistas, vai fazer campanha com maestria.
CNN: Mas por que ele não aparece dizendo isso?
JC: Joaquim Barbosa é de natureza mineira. É comedido, cultiva o anonimato, é discreto. É o estilo dele, e a gente tem que respeitar. Há um tempo para as coisas. Então tem que ser acautelado esse processo. Estávamos já tomando uma série de providências, mas a candidatura vazou e temos que enfrentar isso.
CNN: Não tem chance de recuar?
JC: Não.
CNN: Mas em 2018 ele recuou.
JC: É que ele recuou naquele momento porque estava tensionado. Ele pensou em tantas coisas. Hoje é diferente.
CNN: Quando ele se filiou ao Democracia Cristã?
JC: No dia 2 de abril.
CNN: Já com essa ideia de ser candidato a presidente?
JC: Sim. A conversa foi toda em cima da pré-candidatura. A gente e ele já sabíamos.
CNN: Quando pretende lançar Joaquim Barbosa oficialmente?
JC: Tem cem dias para começar o calendário eleitoral, que vai de 20 de julho a 5 de agosto. Então tem cem dias ainda. Daqui para lá, vamos trabalhar as alianças. Já procurei os presidentes do PSD, Gilberto Kassab; do Republicanos, Marcos Pereira; do MDB, Baleia Rossi; e do PSDB, Aécio Neves, para tratar disso. Vou procurar também a presidente do Podemos, Renata Abreu. Joaquim vai se abrir à política. Ele precisa conversar com a política e com segmentos.
CNN: Joaquim Barbosa está animado para a campanha?
JC: Muito animado. Eu tenho estado muito com ele, falado muito e encontrado ele. Tem resposta para tudo; sabe tudo de política internacional, sabe tudo o que acontece nesse planeta, se aprofunda nos assuntos, se informa demais.
CNN: Quanto ele pontua nas pesquisas internas?
JC: Não temos isso ainda.
CNN: Qual será a primeira agenda dele?
JC: Estamos conversando. Ele vai se posicionar. O problema é que tem muita coisa da vida pessoal dele para resolver antes disso. Você não sai em campanha para presidente de uma hora para outra.
CNN: Por que lançou antes a candidatura Aldo?
JC: Eu fui procurado há uns meses por dois amigos, Márcio Junqueira e Cândido Vaccarezza, que é presidente do partido em São Paulo. O Aldo já passou por muitos partidos e eles me pediram para filiar o Aldo e, se ele se viabilizasse, nós o lançaríamos a presidente. Mas, na prática, isso não aconteceu. As pesquisas cada dia pioraram. Ele não se viabilizou. Como nós tínhamos no quadro o nome do ministro Joaquim Barbosa, foram feitas quinze pesquisas qualitativas em quinze estados, e o resultado foi surpreendente.
CNN: O senhor falou com Aldo sobre Joaquim?
JC: Não. E por que não falei? Mas eu vinha dizendo a ele e aos interlocutores que, olha, não dá. Não se viabilizou. Ele estava avisado. Ele só não sabia que era Joaquim o nome. Eu avisei que as pesquisas estavam ruins, que ele pode sair a deputado federal.


