Novo chefe da campanha de Flávio vê eleição difícil, mas indica otimismo
Eduardo Fisher relatou a aliados que aprendeu durante sua atividade profissional que é um conflito um publicitário não ser otimista

O publicitário Eduardo Fischer, novo consultor estratégico da comunicação da campanha do senador Flávio Bolsonaro, disse, nas primeiras conversas que teve com o entorno do candidato ver uma eleição presidencial difícil, mas que aprendeu durante sua atividade profissional que é um conflito um publicitário não ser otimista.
Fischer assumiu oficialmente a campanha nesta terça-feira, após os últimos acertos referentes à contratação.
Como mora no Uruguai, acertou que o jornalista Alexandre Oltramari estará na engrenagem do dia-a-dia da campanha, enquanto ele atuará como consultor estratégico para dar, segundo relatos, o caminho criativo para onde a campanha deve ir e estabelecer os conceitos.
Nas primeiras reuniões feitas, a avaliação foi a de que erros foram cometidos, como a gestão da crise no Caso Master, e que questões que já deveriam ter sido feitas não foram feitas, como apresentar melhor o que consideram virtudes de Flávio.
O foco porém desde ontem está na montagem da equipe, da assessoria de imprensa à criação e ao marketing digital.
Fischer também aguarda o retorno de Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump nesta terça-feira, para se reunir com o candidato já como candidato oficial. Ambos só estiveram juntos uma vez, na semana passada, antes da contratação. Será a partir dessa conversa que será estabelecida a estratégia para, na linguagem publicitária, “vender” o produto Flávio ao eleitor.
Fischer também tem dito que trará para a campanha não apenas sua experiência no setor privado, mas também em eleições que fez principalmente em outros países.
A mais recente foi a do político uruguaio Miguel Abella, que venceu a disputa pela intendência de Maldonado, saltando de um dígito nas pesquisas para uma vitória com mais de 53% dos votos.
Ele também trabalhou com o pré-candidato à Presidência do Peru, o empresário Carlos Añaños, que desistiu da recente disputa presidencial por pressão familiar.
E anteriormente atuou na campanha vitoriosa de Vicente Fox no México, em 2000, e na de Andrés Pastrana, na Colômbia, em 1998, além do plebiscito convocado pelo então presidente Juan Manuel Santos, em 2016, para verificar se a população aceitaria um acordo com as Farc. A derrota ali foi estreita, por 50,21% contra 49,77%. Ela propiciou, porém, um novo acordo, depois aprovado pelo Congresso colombiano.
No Brasil, além de Álvaro Dias, em 2018, que acabou em nono lugar, Fischer tem citado a campanha ao Senado de Fernando Henrique Cardoso, em 1990, após a derrota do tucano para a prefeitura de São Paulo.



