Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

PT aciona MP para evitar abstenção domingo

Ausência de eleitores é uma das principais preocupações entre petistas porque existe a avaliação de que ela tende a afastar da votação um eleitor majoritariamente lulista

O PT (Partido dos Trabalhadores) acionou nesta segunda-feira (19) o Ministério Público Eleitoral pedindo medidas para evitar abstenção de eleitores no segundo turno, no próximo domingo (25).

A ação ocorre no dia seguinte a campanha à reeleição do presidente Lula ter protocolado junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um Pedido de Providências para evitar também uma alta taxa de abstenção no segundo turno.

A ausência de eleitores é uma das principais preocupações entre petistas porque existe a avaliação de que ela tende a afastar da votação um eleitor majoritariamente lulista.

No primeiro turno, a taxa de abstenção foi de 21,08%, totalizando 33,4 milhões de pessoas ausentes. Esse público é o principal foco de atenção da campanha do presidente, que o incentiva a ir votar para tentar virar o resultado do primeiro turno.

Na ação ao MP nesta segunda-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), apresentou notícia de fato à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo “medidas urgentes” para que os eleitores sejam informados sobre mudanças nos locais de votação antes do segundo turno.

No documento apresentado ao MPE, o PT diz que 4.864 seções tiveram seus locais de votação alterados, atingindo quase 1,8 milhão de pessoas em 664 municípios de 23 unidades da Federação. O parlamentar também pediu investigação sobre possíveis efeitos das falhas de comunicação no comparecimento às urnas no primeiro turno.

De acordo com ele, a divulgação por sites e orientações genéricas para consultar o e-Título pode deixar desinformados justamente os eleitores que enfrentam maiores dificuldades de acesso à internet e de deslocamento.

Assim como no pedido feito ao TSE pela campanha de Lula, o líder do PT cobrou avisos individuais por canais oficiais, divulgação em rádio e televisão, sinalização nos antigos locais e transporte gratuito, com atenção a idosos, pessoas com deficiência e moradores das áreas mais afetadas.

Também pediu a publicação, em até 48 horas, de listas completas com os endereços antigos e novos.

A cobrança é para que o Estado assuma a responsabilidade de fazer a informação chegar a quem precisa: o direito de votar não pode depender de acesso a aplicativos, nem ser enfraquecido por mudanças que imponham obstáculos adicionais à população das periferias.