Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

PT defende reforma política e eleitoral em plano de governo

Fontes do partido relataram à CNN que internamente os dirigentes discutem já apresentar uma proposta de reforma política no início de um eventual governo Lula 4

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O programa de governo que o PT (Partido dos Trabalhadores) protocolou na noite desta sexta-feira (7) no Tribunal Superior Eleitoral prioriza a reforma política e eleitoral como eixo inaugural do que seria um novo governo Lula.

O tema é abordado logo na primeira página.

"A democracia deve ser de fato o sistema político que representa o povo assegura uma vida livre digna e promove o combate às desigualdades. A reforma política e eleitoral é inadiável para superar a dissociação entre a representação política e a composição real da sociedade brasileira. Para fortalecer a democracia brasileira e recuperar a confiança da sociedade no sistema político ,uma das dimensões importantes de fortalecimento de nossa democracia é a relação entre os poderes da república e entre os entes da federação. Nosso compromisso é manter diálogo permanente respeitoso e construtivo em torno dos interesses nacionais", diz o documento.

Fontes do partido relataram à CNN que internamente os dirigentes discutem já apresentar, logo no início de um eventual governo Lula 4, uma proposta de reforma política para alterar o sistema para um voto em lista ou mesmo para um voto distrital misto.

Se a ideia for adiante, não será a primeira vez que o partido tentará emplacar uma mudança no sistema de voto brasileiro. Nos governos Lula 1 e 2 e Dilma Rousseff 1 o assunto também foi tratado e defendido, mas nunca houve um acordo com as demais forças políticas do país no Congresso Nacional.

Ao tratar do assunto, o partido também visa demonstrar que o sistema atual apresenta falhas e até se apresentar como "anti-sistema".

O último grande debate sobre uma reforma do sistema eleitoral foi em 2024 quando o relator da reforma do Código Eleitoral, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou diversas sugestões de mudanças, como o fim da reeleição, a ampliação para cinco anos nos mandatos para presidente, governador e prefeitos e a coincidência das eleições nacionais e municipais. Mas não houve acordo e nada foi aprovado.