Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Tarcísio e Bolsonaros divergem, e PL prepara pesquisa para Senado em SP

Quatro nomes estão na disputa pela indicação ao Legislativo

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A divergência entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a família Bolsonaro para definir o melhor nome para a disputa ao Senado pelo PL fez o partido preparar uma pesquisa de intenção de voto para ajudar a legenda na escolha.

O governador paulista tem defendido nos bastidores o nome do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, como segundo nome na chapa, que já tem seu ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite (PP).

Prado é considerado alguém com capacidade de atrair o eleitor de centro, que terá também a opção de nomes como Simone Tebet (MDB) na chapa de Fernando Haddad (PT) a governador.

Além disso, ele também ajudaria o próprio Tarcísio na busca por votos nesse espectro político e conseguiria ainda atrair prefeitos e deputados estaduais no engajamento da campanha à reeleição do governador, já que ele preside a Alesp desde 2023.

Prado, porém, é um nome não considerado próximo àquele que, no bolsonarismo, é visto como o “dono da vaga” e, portanto, o responsável pela indicação: o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Ele era o nome natural da legenda para disputar o Senado, mas virou réu pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por coação processual após sua atuação nos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e deve perder seus direitos políticos. Bolsonaristas apontam que seu preferido para a disputa é o ex-ministro da Cultura Mario Frias.

Já aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apontam que ele tem preferência pelo vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello (PL), indicado por ele para a chapa com Ricardo Nunes (MDB).

A atuação independente dele na prefeitura faz partidos da coalizão de Nunes defenderem o nome dele ao Senado.

“Minha bandeira de combate à corrupção incomoda vários partidos aqui em São Paulo, e eles vão fazer campanha forte para eu sair da prefeitura e ir para o Senado. Fico contente em ser lembrado nas pesquisas”, disse Mello à CNN.

Diante do impasse, surgiu um nome que seria o escolhido caso não haja um acordo: o empresário Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro, que teria a vantagem de carregar o sobrenome da família.

“Meu nome está à disposição. Se o partido achar que é um bom nome, eu disputo, mas não estou trabalhando por isso. Não participo dessa decisão. No momento, sou pré-candidato a deputado federal”, disse à CNN Renato Bolsonaro.