Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Análise: Francisco deixa Igreja melhor num mundo pior

O mundo é mais desigual, mais polarizado, com mais guerras, migrações em massa e vive uma crise climática

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A imagem do papa Francisco caminhando solitário para rezar uma missa durante a pandemia de Covid-19 talvez seja a mais marcante do seu pontificado e simbólica - porque significa o que Francisco fez nos 12 anos do seu papado. Transmitiu esperança em um mundo de incerteza.

Além disso, pregou o diálogo, a compaixão, a simplicidade, o pluralismo e deixou uma igreja bem melhor do que a que assumiu em 2013.

O mundo, infelizmente, não caminhou na mesma direção. É mais desigual, mais polarizado, com mais guerras, migrações em massa e vive uma crise climática.

Francisco, porém, sempre manteve a esperança. Até na sua última mensagem, no domingo de Páscoa, quando disse que o mal não desapareceu da nossa história e permanecerá até o fim. Mas que já não lhe pertence o domínio.