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    Caio Junqueira

    Caio Junqueira

    Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 20 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os 3 Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

    Venezuela: governo Lula isola María Corina e dialoga com dois nomes da oposição a Maduro

    Opositora foi barrada de participar de eleições presidenciais

    Venezuela: governo Lula isola María Corina e dialoga com dois nomes da oposição a Maduro
    Venezuela: governo Lula isola María Corina e dialoga com dois nomes da oposição a Maduro

    Fontes da diplomacia brasileira relataram à CNN que há conversas em andamento com dois nomes da oposição ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

    Uma dessas pessoas é o ex-governador do estado de Zulia Manuel Rosales, que disputou e perdeu uma eleição contra Hugo Chávez em 2006. O outro nome é o ex-deputado Geraldo Blyde.

    O governo do Brasil considera ambos bons quadros históricos da oposição venezuelana e que se enquadraram dentro do processo político que o Planalto vem defendendo para a eleição na Venezuela: o de que o vencedor, seja quem for, consiga assumir e governar.

    Vem sendo colocado na mesa uma espécie de garantia de que a oposição, se for derrotada, aceite mais um ano de Maduro e, principalmente, que a oposição, se for vitoriosa, não promova uma caça às bruxas contra os chavistas.

    Esse seria, segundo uma fonte diretamente envolvida nas negociações, o principal obstáculo para María Corina Machado se consolidar.

    Ela integra um setor da oposição mais crítico ao chavismo e vem defendendo que os chavistas que possam ter cometido crimes sejam processados e punidos.

    Nas conversas que interlocutores de Lula vem tendo com a oposição a Maduro, os relatos são de que não houve até agora um pedido deste campo político para que o governo brasileiro saia em defesa dela.

    Por outro lado, há a percepção também do Brasil que, dentro do governo venezuelano, há uma divisão entre setores que vem defendendo um endurecimento contra a oposição, mas também de uma ala que pretende sair do isolamento e dialogar com a oposição, mas que rejeita Maria Corina.

    O governo brasileiro entende que a inviabilização dela desde 2015 para a disputa se insere dentro de um processo legal a que ela foi submetida internamente e avalia que o Acordo de Barbados feito com os Estados Unidos previa uma revisão dessa inviabilização, mas não uma garantia de que ela participaria.

    Ela foi barrada por ter feito críticas ao governo de Nicolás Maduro em uma audiência na Organização dos Estados Americanos (OEA).