Aliança ampla de Helder Barbalho no PA dificulta caminho de Sabino
Uma alternativa é que o ministro do Turismo migre para o PSB, mas isso implicaria que ele virasse oposição a Helder

A ampla aliança política montada ainda em 2022 pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é hoje o maior obstáculo para que o ministro do Turismo, Celso Sabino, defina seu destino partidário.
Sabino revelou na noite desta quarta-feira (8) ao programa WW que sua situação no União Brasil ficou insustentável e que deixará a legenda.
O desafio agora é encontrar partidos que estejam alinhados ao governo Lula sem interferir na aliança política estruturada por Barbalho, que tem como acordo político fechado lançá-lo ao Senado em uma chapa com o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Chicão (MDB).
Segundo dirigentes partidários com quem a CNN conversou, esse acordo político incluiu desde o início o apoio do União Brasil a essa configuração. Até que Sabino, empoderado no ministério, decidiu se lançar ao Senado.
Nos últimos dias, partidos como PSD e PDT foram consultados por aliados de Sabino se o abrigariam para que ele tentasse o Senado, mas alegaram ter acordo com Barbalho. Integrantes do próprio União Brasil também manifestaram que não desejavam romper esse acordo.
Uma alternativa na mesa é de que ele migre para o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Mas isso implicaria que no âmbito regional ele virasse oposição a Helder, tendo que partir para uma disputa ao Senado contra a máquina do estado e da prefeitura de Belém.
O prefeito da capital, Igor Normando (MDB), é aliado do governador. Além disso, a irmã do ministro, Cilene Sabino, teria de deixar o cargo de secretária municipal de Turismo e Cultura.
Sabino conta agora com o tempo para ao mesmo tempo em que se mantém no cargo para eventos-chave para sua candidatura ao Senado, como o Círio de Nazaré neste mês e a COP de Belém em novembro, buscar uma legenda que o mantenha no campo lulista sem interferir na política do seu estado.



