Análise: Agenda econômica testa temperatura da política
O Centrão sonha em dar o troco no governo durante a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda pelo constrangimento após o fim da PEC da Blindagem

O Centrão ainda não se esqueceu do constrangimento a que foi submetido após o fim da PEC da Blindagem e sonha em dar o troco durante a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. Até o momento, não há quem consiga cravar o que poderá acontecer no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (1º).
As possibilidades em discussão vão desde a ampliação da medida sem qualquer tipo de compensação — o que deixaria o custo fiscal inteiramente a cargo do governo — até a aprovação do texto original, mas com o sepultamento da medida provisória que o Palácio do Planalto considera essencial para o fechamento das contas públicas.
O governo, como todo governo, demonstra confiança de que o constrangimento de votar contra uma medida popular, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, somado à recuperação da popularidade do presidente Lula (PT), serão fatores suficientes para inibir quaisquer manobras no Congresso. A aposta do Planalto é de que conseguirá aprovar a proposta, considerada prioritária para a campanha à reeleição.
O destino dessas duas propostas servirá como termômetro para medir até que ponto o Centrão está apenas blefando e até que ponto Lula conseguiu, de fato, retomar o controle da política.




