
Análise: Trump sepulta "operação tabajara" do bolsonarismo
O presidente norte-americano retirou o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de sanções da Lei Magnitsky

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tratava o plano com tanta confiança que chegava a parecer viável. Acontece que não era.
Desde que levou a operação à Casa Branca, Eduardo não pôde mais pisar no brasil sob o risco de ser preso por crime de lesa-pátria.
Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acabou na prisão. A anistia virou discussão de dosimetria.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou da oposição um discurso pronto em defesa da soberania para 2026 — e, de quebra, recuperou popularidade.
O Centrão, por sua vez, trata de manter distância da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.
Nesta sexta-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enterrou de vez a operação ao retirar as sanções contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
E o plano de Eduardo, no fim, revelou-se exatamente aquilo que sempre foi: uma operação tabajara.



