Campanha de Flávio defende que bolsonarismo atue para barrar tarifas
Percepção é de que trumpistas sabem que aplicação do tarifaço beneficiará Lula

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defende que o senador e seu entorno nos Estados Unidos atuem diretamente junto à Casa Branca para impedir que o novo tarifaço recomendado pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) seja implementado.
A percepção é de que o entorno do presidente Donald Trump alinhado ao bolsonarismo sabe que uma eventual aplicação da medida vai prejudicar Flávio nas eleições.
Isso foi verificado nesta terça-feira (2) em pesquisas sobre impactos da medida nas redes.
O sentimento negativo contra Trump e a família Bolsonaro foi muito maior do que o sentimento positivo, impulsionado por uma estratégia elaborada pelo Palácio do Planalto e pelo PT de colar o novo tarifaço à articulação do clã.
Interlocutores de Flávio, porém, avaliam que há tempo para trabalhar pela reversão da medida e que os movimentos geopolíticos da Casa Branca, em especial do Departamento de Estado americano, apontam que é possível que os Estados Unidos não tomem uma medida que beneficiaria alguém que o trumpismo não considera um aliado no continente.
Alguns sinais foram dados nesta semana. Hoje, após as tarifas, o secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio classificou o Brasil como um dos países que representam desafios para a política externa norte-americana, além de "exceção" a um grupo de nações que considera aliadas dos americanos.
Na segunda-feira, Rubio nomeou o republicano Daniel Perez como novo embaixador do país em Brasília. Ele é considerado alinhado à visão do secretário.
Nesse sentido, uma ideia ventilada na campanha de Flávio é justamente trabalhar para impedir que a tarifa seja aplicada e o candidato possa ainda dizer que isso decorreu de uma operação política capitaneada por ele e seus aliados em Washignton. Pelo calendário do USTR, o anúncio final da implementação ou não ocorre no dia 15 de julho.



