Defesa aponta risco e Moraes autoriza visita de políticos a Martins
Advogados sustentam que “permanência em Ponta Grossa agrava quadro”; ministro Alexandre de Moraes mantém decisão e libera agenda de visitas políticas

A defesa de Filipe Martins intensificou a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal ao alegar risco à integridade física do ex-assessor, atualmente custodiado na Cadeia Pública de Ponta Grossa. O pedido de transferência para Curitiba, no entanto, voltou a ser negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na mesma decisão, Moraes autorizou a visita de 14 políticos a Martins, condenado no âmbito das investigações sobre a trama golpista. As visitas foram distribuídas em datas sequenciais, sempre aos domingos, entre abril e julho.
Estão entre os autorizados nomes como André Fernandes, Bia Kicis, Damares Alves, Eduardo Girão, Nikolas Ferreira, Rogério Marinho, Romeu Zema e Sérgio Moro, além de outros parlamentares alinhados ao campo político do ex-presidente Jair Bolsonaro - além de familiares.
O episódio ocorre após uma controvérsia envolvendo a transferência de Martins, realizada em janeiro para o Complexo Médico Penal, na Região Metropolitana de Curitiba, sem comunicação prévia ao Supremo. Diante da ausência de informações no prazo estipulado, Moraes determinou o retorno imediato do ex-assessor à unidade de Ponta Grossa.
A resposta da Polícia Penal do Paraná só foi formalizada dias depois. No documento, o órgão argumenta que a transferência atendeu a critérios técnicos e visou garantir maior segurança ao custodiado, descrevendo o complexo como ambiente “mais compatível” com a situação apresentada.
A corporação sustenta ainda que a falta de comunicação prévia não representou afronta à autoridade judicial, mas decorreu de uma “priorização imediata da proteção do custodiado” diante de um cenário considerado sensível.



