Derrite se reuniu com gestão Trump e defendeu PCC e CV como terroristas
Movimento é semelhante ao que fez o governo do Rio de Janeiro
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, reuniu-se em maio deste ano com representantes do governo Donald Trump para passar informações sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) nos Estados Unidos e defender que a organização deve ser classificada como terrorista.
A gestão de Cláudio Castro (PL) entregou aos americanos um relatório elaborado pela Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio com detalhes da atuação do CV (Comando Vermelho) nos Estados Unidos e defendendo que ela seja classificada como organização terrorista.
A reunião de Derrite ocorreu em maio e foi confirmada a CNN por sua assessoria. Ela não informa com quem foi o encontro, dizendo apenas ter sido com “representantes da Casa Branca na América do Sul para assuntos de segurança”.
O movimento é relevante porque vai na contramão de como o governo Lula entende essas facções. Para Brasília, elas não podem ser classificadas como terroristas porque sua atuação não envolve ideologias.
Além disso, Derrite se licenciará do cargo de secretário para relatar o projeto de lei que classifica PCC e CV como facções terroristas.
Trump
O gesto de Derrite e do Rio vai ao encontro da política adotada por Trump desde o início de seu atual mandato, de fazer com que cartéis ligados ao tráfico internacional sejam classificados como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) pelo Departamento de Estado.
É essa política que justifica os ataques recentes dos Estados Unidos à Venezuela e à Colômbia.
Se forem classificadas como terroristas, é possível ampliar a cooperação com os americanos para o combate às facções e também buscar sanções, por parte da Casa Branca, às lideranças desses grupos por parte do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano (OFAC).



