Governo considera Alcolumbre e Pacheco votos "indefinidos" em Messias
Senadora suplente de Flávio Dino também aparece em lista de incertezas

O mapa do governo para a votação da nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) contabiliza 16 votos "indefinidos" que expõem fraturas políticas.
A lista tem o presidente do senado, Davi Alcolumbre (União-AP); o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que acabou preterido pelo presidente Lula na escolha e é pré-candidato a governador de Minas com apoio do presidente; a suplente de Flávio Dino, Ana Paula Lobato (PSB-MA); e o senador Angelo Coronel (Republicanos-BA), que era aliado do governo até ter seu nome rejeitado na composição da chapa ao Senado na Bahia neste ano.
O quadro, porém, não altera o otimismo do governo pela aprovação de Messias.
Como mostrou a CNN, aliados de Messias calculam aprovação por margem entre 48 e 52 votos.
Por outro lado, integrantes da oposição no senado, e também alguns integrantes de centro não automaticamente alinhados ao governo, consideram a situação de Messias difícil. Em uma contagem desses grupos, Messias não chegaria a 35 votos.
A CNN procurou todos oficialmente para questionar sobre a votação.
Até a noite desta segunda-feira (13), o único a responder foi Pacheco, que informou por meio de sua assessoria que ainda não declarou seu voto.



