Licenciamento ambiental: ataques a Marina ajudam a adiar votação na Câmara
Ministra do Meio Ambiente deixou sessão no Congresso após um senador afirmar que podia respeitá-la como mulher, mas não como ministra

O embate de senadores de oposição com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acabou por ajudar a adiar a apreciação na Câmara do projeto de lei que impõe um novo marco regulatório para o licenciamento ambiental.
Marina saiu do Senado e foi até a Câmara com um grupo de parlamentares do PT e do PSOL contrários ao projeto e conseguiu obter do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o sinal de que o projeto não andaria a toque de caixa.
Depois, Motta também sinalizou a parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária que a proposta andaria respeitando o regimento e ouvindo todas as partes, segundo relatos de lideranças da bancada ruralista.
A FPA esperava avançar com a aprovação no máximo até a semana que vem, tendo em vista que em junho haverá menos semanas de trabalho no Congresso devido à reunião dos Brics, ao feriado de Corpus Christi e as festas de São João.
A expectativa agora é de que ele seja votado pelo menos antes do recesso, em julho.
O mais cotado para relatar a proposta é o deputado Zé Vitor (PL-MG), mas outros parlamentares também reivindicam a vaga.



