Lula forte e colapso fiscal em 2027 afastam Tarcísio de disputa ao Planalto
Segundo interlocutores, Tarcísio acredita que o governo federal abriu o cofre de maneira irresponsável para reeleger Lula
O favoritismo do presidente Lula em 2026 e a necessidade de um amplo ajuste fiscal pelo vencedor nas eleições presidenciais em 2027 têm sido apontados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aos seus aliados como fatores que o afastam da disputa ao Palácio do Planalto.
Ele considera, segundo seus interlocutores, que o Palácio do Planalto abriu o cofre de maneira irresponsável para reeleger Lula, o que tornará obrigatório que o próximo presidente enfrente de cara uma agenda negativa que será obrigatória: um ajuste fiscal para acertar as contas do país.
Isso porque a trajetória da dívida pública não para de crescer e não há qualquer sinal no governo de reversão desse crescimento. Lula pegou o país com 72% de relação dívida/PIB e deve entregar esse percentual em 84% no final de 2026.
Para o governador, ainda segundo seus aliados, o governo federal mira em 2026 como se não houvesse 2027. Essas fontes dizem que Tarcísio chega a comparar o cenário com que Lula eventualmente assuma a um eventual terceiro mandato nos moldes como Dilma Rousseff assumiu em 2015, com a necessidade de promover um ajuste sem respaldo popular e especialmente de sua base eleitoral.
O governador relatou a aliados ter tratado desses temas na conversa que teve com Bolsonaro na semana passada, embora não tenham discorrido em nenhum momento sobre quem deveria ser o nome da direita para enfrentar Lula muito sobre qual deveria ser a chapa da oposição.



