Lulinha vai aguardar “solução política” antes de acionar STF
Defesa diz tentar acessar investigação no Supremo

A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vai aguardar uma solução política para derrubar a aprovação da quebra de sigilo dele na CPMI antes de partir para uma solução judicial.
A expectativa é de que o próprio recurso anunciado pela ministra Gleisi Hoffmann ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, barre a quebra de sigilo. Se isso não ocorrer, é provável que a defesa recorra ao STF.
O advogado Guilherme Suguimori apresentou nesta data ao relator do caso na Corte, ministro André Mendonça, uma petição pedindo acesso aos autos e também se colocando à disposição para prestar esclarecimentos.
Suguimori entrou no caso em janeiro. Até então, quem vinha tratando de modo informal da defesa de Lulinha era Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo de advogados Prerrogativas e próximo ao presidente Lula.
Marco participou do processo de escolha de Suguimori, escolhido por sua capacidade técnica e por sua discrição. Ele atuou em fases da Operação Lava Jato.
A decisão de constituir advogado ocorreu porque houve a avaliação de que havia recorrentes menções e ações referentes a Lulinha no caso, muito embora, oficialmente, a Polícia Federal diga que o filho do presidente não apareça até agora nas investigações.
O advogado pediu ao STF acesso aos autos no dia 20 de janeiro e aguarda uma decisão do ministro relator do caso, André Mendonça.
O nome do filho do presidente apareceu como possível beneficiário do esquema de fraudes no INSS em uma das fases da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, ocorrida em dezembro, que mirou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil a uma empresa dela, na qual o “Careca do INSS” faz referência, em mensagens, a que esse valor seria para “o filho do rapaz”, sem especificar quem seria o rapaz.



