Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Ministro do Turismo negocia licença com partido para se manter no cargo

Negociação tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, negocia com a cúpula do União Brasil uma licença partidária pela qual ele se afastaria da legenda para se manter no cargo até o dia 3 de abril, prazo final de desincompatibilização para concorrer ao Senado pelo Pará em 2026. Após essa data, ele voltaria para o partido.

A negociação tem o aval do presidente Lula que, como mostrou a CNN nesta quarta-feira, sinalizou a ele que, nesse acordo, ele ficaria no governo dentro da cota pessoal de Lula e teria o apoio do presidente para disputar o Senado no ano que vem.

No estado, o governador Helder Barbalho é favorito para o cargo, mas Sabino disputa a segunda vaga na chapa com o presidente da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará), deputado Chicão (MDB).

Se prosperar, o acordo livraria Sabino de ter de deixar o União Brasil — algo que ele não deseja — e ainda aumentaria as chances de obter a segunda vaga no estado com o apoio de Barbalho.

Para o União Brasil, a vantagem seria se manter no governo em um momento em que Lula recupera popularidade e demonstra competitividade para 2026. Além disso, garantiria ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, um elo com o governo federal no momento em que avançam contra ele investigações da Polícia Federal.

Foram justamente essas investigações que levaram a Executiva do União Brasil a romper com o governo e a exigir que todos os filiados deixem seus cargos federais.

Se a operação política der errado, o sinal de Lula dado a Sabino foi de que a secretária-executiva Ana Carla Lopes deve ser mantida no posto.

Ela é do Pará e ajudaria Sabino a promover um balanço de sua gestão durante a COP30 de Belém, evento considerado essencial por Sabino para potencializar sua pré-campanha em 2026. Sabino, como mostrou a CNN, indicou-a para o cargo na sexta-feira passada.