Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Campanhas veem jogo eleitoral como pano de fundo da crise no STF

Relatório da PF renova confronto do bolsonarismo com Moraes e deve levar Lula a buscar distância

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Na esteira das notícias que atingem em cheio o Supremo Tribunal Federal, integrantes das principais campanhas presidenciais passaram a apontar nos bastidores a eleição como pano de fundo da crise no tribunal.

No campo petista, as ações do ministro André Mendonça que atingem Alexandre de Moraes são citadas como um movimento capaz de favorecer o senador Flávio Bolsonaro na corrida. Na outra ponta, bolsonaristas renovaram o discurso de confronto com o Supremo e tendem a explorar a aproximação entre Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A crise eclodida ontem com a revelação de mensagens trocadas por Daniel Vorcaro com o número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes ocorre em um momento estratégico da corrida presidencial, faltando apenas um mês da ida às urnas.

A tendência, na avaliação de aliados do presidente Lula, é que ele busque tomar distância do assunto. Mas os mesmos interlocutores admitem que será difícil o presidente escapar de algum desgaste, considerando a aproximação política que teve com Moraes desde o 8 de janeiro. Se virar alvo constante, o time de Lula tende a intensificar ataques relacionados ao caso Dark Horse.

Ainda assim, os dois lados avaliam que ainda é cedo para quantificar o possível impacto da nova crise no STF afetar a eleição. Tudo vai depender, afirmam essas fontes, dos acontecimentos das próximas semanas.

Nesta quarta-feira, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, sinalizou que levará alguns dias para decidir os próximos passos após vir à tona o relatório da PF. O ministro André Mendonça pediu que o tema seja levado ao plenário da Corte, mas cabe ao presidente do colegiado pautar o assunto.