Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Embate com Marçal faz time de Nunes questionar ida a próximos debates

Parte da campanha sugere que prefeito fique fora dos confrontos na TV; ala mais moderada diz que ausência demandaria acordo com demais candidatos

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O confronto protagonizado por Ricardo Nunes e Pablo Marçal no debate promovido nesta terça-feira pela Rede TV e pelo UOL acendeu o sinal amarelo na campanha do prefeito de São Paulo. O bate-boca acalorado com o influenciador no primeiro bloco do debate mobilizou parte da campanha de Nunes, que passou imediatamente a sugerir que seja reavaliada sua participação nos debates na TV.

Por enquanto, a ideia de se ausentar nos debates é minoritária na campanha. A avaliação de quem defende a ausência é que Marçal foi para um “tudo ou nada”, na esperança de conseguir uma vaga no segundo turno. A tese é que o influenciador tende a voltar toda a artilharia contra o prefeito na reta final, já que ambos disputam o mesmo eleitorado.

Há preocupação com o impacto de assuntos polêmicos que cercam o prefeito, como o boletim de ocorrência por ameaça registrado pela mulher de Nunes, que passou a permear o discurso de Marçal nos últimos dias.

Outra ala da campanha olha para o tema com mais moderação. Embora manifeste preocupação com os ataques sucessivos de Marçal contra o prefeito, esse grupo diz que a ausência de Nunes nos debates só seria viável se a campanha do deputado Guilherme Boulos (PSOL) também optasse pelo mesmo caminho. Caso contrário, o atual prefeito entregaria o holofote ao candidato do PSOL e favoreceria a estratégia de Marçal.

Hoje, ainda com o debate em andamento, integrantes da campanha do prefeito trocaram mensagens em grupos de Whatsapp levantando a necessidade de rever a estratégia para os confrontos na TV. Para um líder bem próximo do prefeito, a ordem é avaliar o confronto de hoje com cautela, para não validar a estratégia de Marçal de desestabilizar os adversários.