Clarissa Oliveira
Blog
Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Marina aguarda conversa com Lula para decidir destino na eleição

Ministra ainda não bateu o martelo sobre possível filiação ao PT ou outra sigla

Compartilhar matéria

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, aguarda uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para selar seu destino na disputa eleitoral deste ano.

Como a CNN Brasil revelou em dezembro, Marina começou meses atrás a discutir a possibilidade de deixar a Rede Sustentabilidade e se filiar novamente ao PT ou a outro partido da base.

Marina está de olho numa vaga para concorrer ao Senado.

Pesa no movimento da ministra a disputa interna na Rede, que passou a ser comandada pelo grupo da deputada Heloisa Helena. Mas a equação ainda depende de outras definições no quebra-cabeça da eleição.

Uma das pendências — mas não a única — é o destino de Fernando Haddad.

Como a CNN Brasil antecipou, Lula e o ministro da Fazenda estiveram juntos na última quarta-feira, em um almoço que se estendeu por mais de três horas.

Lula, segundo um aliado, teria ido ao encontro decidido a “ir para cima” de Haddad e convencê-lo a concorrer ao governo paulista. Outra alternativa seria o ministro se lançar ao Senado. Mas ele tem dito que não quer ser candidato em outubro.

A possível volta de Marina ao PT passa pela montagem de um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do País.

O plano tido como ideal seria alocar Haddad na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, com duas candidatas fortes ventiladas para o Senado por São Paulo: Simone Tebet e Marina. Além de conversar com o PT, Marina também tem sido sondada para se filiar ao PSOL e ao PSB.

A esperada composição dessas legendas com Lula também pode influenciar o destino de Marina.

Marina descarta, entretanto, disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, sugestão bancada por alguns setores do PT.

A pessoas próximas, ela tem dito que, se esta for a única opção na mesa, prefere não disputar a eleição deste ano.