Time de Lula tenta destravar estratégia e fazer frente a Flávio nas redes
Estratégia deve usar como embrião plataforma gerida por Paulo Okamotto na Fundação Perseu Abramo
Considerada um dos grandes entraves da estratégia eleitoral do PT, a gestão de redes sociais vem absorvendo boa parte dos esforços da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta largada para a eleição.
Nos bastidores, o time petista tenta implementar um modelo para a disseminação de informações, que permita ampliar o alcance das realizações do governo e fazer frente ao bolsonarismo no ambiente digital.
Segundo relatos de integrantes da campanha petista, a iniciativa deve tomar por base uma ação liderada por Paulo Okamotto no comando da Fundação Perseu Abramo. Amigo de longa data do presidente Lula, Okamotto é apontado como o idealizador de uma plataforma batizada de “Pode Espalhar”, que distribui informações e peças produzidas pelo partido em canais como Whatsapp, Instagram e TikTok.
Embora fujam abertamente da comparação, alguns líderes petistas admitem nos bastidores que a ideia é criar uma espécie de “gabinete do ódio às avessas”. Integrantes do time de Lula afirmam que há pressa em encontrar uma fórmula para fazer frente ao avanço de Flávio Bolsonaro nas redes antes que a campanha comece a esquentar.
A avaliação do time de Lula é que Flávio não só vem sendo bem-sucedido até agora em repetir o sucesso do pai nessa área, como tem inovado em algumas frentes. Um exemplo mencionado nas conversas reservadas é a forma como Flávio soube pegar embalo em um vídeo gravado pelo comediante Murilo Couto ironizando o fato de o senador ter começado a segui-lo no Instagram.
Couto gravou uma música batizada de “Meu amigo Flávio”. Em vez de rebater, bolsonaristas abraçaram o conteúdo. O material passou a ser reproduzido exaustivamente, – inclusive pelo próprio Flávio – marcando o perfil do senador.



