Análise: Validado nas urnas, Nunes vira peça-chave da centro-direita em 2026
À frente da maior cidade do país, prefeito ganha um assento de destaque no jogo político nacional

Depois dos quase quatro anos no comando da maior cidade do país, Ricardo Nunes (MDB) saiu das urnas validado pela população.
O prefeito deixou, no passado, os tempos em que era um ilustre desconhecido dos eleitores, uma espécie de executor para continuidade da gestão Bruno Covas (PSDB).
Mais que validar mandato e ganhar projeção dentro do MDB, ele ingressa, em 2025, com esse trunfo importante para o futuro: um assento de destaque no jogo político nacional.
O desafio que se apresenta para o prefeito vem em duas frentes.
A primeira é local. Ele terá quatro anos para construir uma marca própria na gestão paulistana, longe de uma sombra da administração tucana.
Os primeiros sinais desse movimento guiam a administração paulistana para áreas como segurança pública, eficiência da máquina e cooperação com iniciativa privada.
Uma segunda vertente é nacional. E tem como horizonte a eleição de 2026. Ricardo Nunes sai do pleito municipal paparicado por setores que sonham em construir um novo projeto voltado à direita na próxima disputa presidencial.
Afinal, o prefeito da maior cidade brasileira passa a ter voz ativa nas discussões sobre os rumos do MDB na próxima corrida ao Planalto.
O mesmo MDB cobiçado por Lula para a continuidade do projeto de governo petista.
Muito do interesse em Nunes tem a ver com a proximidade que ele construiu com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Com Jair Bolsonaro inelegível, o chefe do Executivo paulista passa a ser visto como potencial herdeiro político desse capital.
A Nunes e Tarcísio, se soma o presidente do PSD, Gilberto Kassab, secretário na gestão paulista e um dos principais fiadores da reeleição de Nunes.
Juntos, Nunes, Tarcísio e Kassab ganham a oportunidade de influenciar significativamente o jogo político de 2026.
Na centro-direita paulista, há quem fale na construção de um tripé para um novo projeto em 2026.
A ideia é construir, aos poucos, um projeto encabeçado pela direita, porém com tom mais moderado que aquele usado pelo bolsonarismo.
E que consiga conquistar parte do eleitor de centro.



