Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Após ataque, ala pró-Moraes deve elevar pressão sobre Fachin

Expectativa é que o grupo tente forçar acordo para análise conjunta de acusações contra André Mendonça

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Depois de uma sessão tensa, marcada por ataques, ofensas, bate-bocas e manobras regimentais, a ala que apoia Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) deve trabalhar para subir ainda mais a pressão.

A expectativa, segundo fontes ligadas ao tribunal, é que o grupo tente forçar um acordo que garanta a análise conjunta dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça no plenário da Corte.

Após a sessão de ontem, interrompida pelo pedido de vista do ministro Flávio Dino, aliados de Moraes subiram ainda mais nos bastidores o tom contra o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo. Se um acordo se desenhar entre os magistrados, os casos de Mendonça e Moraes poderiam ser analisados conjuntamente na sessão chamada por Fachin na próxima semana.

O entendimento é que o grupo que dá apoio a Moraes, puxado pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, conseguiu virar o jogo durante a sessão. Com isso, André Mendonça, cujo caso só seria analisado na semana que vem, acabou muito mais sob os holofotes que o próprio Alexandre de Moraes.

Em tese, o pedido de vista do ministro Flávio Dino poderia se arrastar por até 90 dias, jogando uma definição para após as eleições. Segundo aliados, um acordo que reverta o rumo desenhado ontem no julgamento seria o passo óbvio para que o ministro devolva o caso à Corte, evitando que o julgamento de Moraes fique para depois das eleições.

Como Dino retirou o seu voto, diante do avanço de um placar diferente do desejado por seu grupo, a sessão foi encerrada com um placar de 4 a 3 pela análise separada. Mas há controvérsias sobre qual deveria ser o entendimento da Corte em caso de empate.