Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Conversas íntimas e jogo político: os motivos de Vorcaro acionar o STF

Como adiantou a CNN, defesa do banqueiro foi ao STF para investigar revelação do conteúdo do celular do dono do Banco Master

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A defesa de Daniel Vorcaro vê uma ação política para tumultuar as investigações do caso Master, que passa pela exploração pública de mensagens íntimas e a exposição pessoal do banqueiro e de pessoas ligadas a ele. Esses argumentos ajudam a fundamentar a estratégia revelada na noite dessa quinta-feira (5) pelo blog, na qual advogados de Vorcaro pediram ao Supremo Tribunal Federal que investigue os vazamentos de mensagens extraídas de seu celular.

Como a CNN já havia adiantado, o objetivo dos advogados é isentar o trabalho de divulgação feito pela imprensa, afastando qualquer especulação sobre uma eventual censura. O pedido apresentado pelos advogados demanda a identificação de agentes públicos que tenham vazado o material.

O conteúdo levantado do celular de Vorcaro pela Polícia Federal e repassado à CPMI do INSS inclui mensagens íntimas sem qualquer relação com a investigação, expondo publicamente o banqueiro e terceiros, entre eles a noiva do dono do Banco Master. Na visão de pessoas próximas a Vorcaro, os vazamentos servem a uma ação política que busca elevar as pressões sobre o banqueiro e direcionar a repercussão do caso.

Na manhã dessa sexta (6), a defesa de Vorcaro divulgou uma nota confirmando o pedido apresentado ao STF. "Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”, diz a nota.

Reforçando que a demanda não engloba jornalistas, a nota prossegue afirmando que o objetivo é apurar “quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever."