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    Clarissa Oliveira

    Clarissa Oliveira

    Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações, como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

    Em meio à crise no RS, Lira toma distância de vetos e se aproxima de Lula, dizem fontes

    Parlamentar se comprometeu a seguir com esforço concentrado por ajuda à população afetada por enchentes e embarcou com o presidente para Alagoas

    Em meio à crise no RS, Lira toma distância de vetos e se aproxima de Lula, dizem fontes
    Em meio à crise no RS, Lira toma distância de vetos e se aproxima de Lula, dizem fontes

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu acompanhar com certa distância a negociação para a apreciação de vetos presidenciais, marcada para esta quinta-feira (9).

    Lira, segundo interlocutores, empenhou-se em amarrar previamente os acordos que considerava prioritários para a Câmara, como a recomposição de emendas parlamentares, afastando-se das discussões de polêmicas como  a “saidinha” de presos.

    Lira, segundo pessoas próximas, segue em clima de “paz e amor” com o Planalto, na esteira da tragédia que atinge o Rio Grande do Sul.

    O presidente da Câmara garantiu ao governo que a Casa dará apoio irrestrito a medidas de socorro ao estado.

    Lira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive, embarcaram juntos no início da tarde desta quinta. Os dois viajam para Alagoas, terra do presidente da Câmara, onde cumprirão agendas juntos nesta tarde.

    A negociação do acordo que irá garantir a recomposição de parte dos R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão foi uma das prioridades na articulação política nos últimos dias.

    O governo federal dispôs-se a recompor R$ 3,6 bilhões desse montante e aceitou reservar a maior parcela desses recursos para a Câmara.

    Conduzida em separado pela articulação política do governo, a apreciação de alguns vetos estratégicos para o governo foi adiada, segundo informaram mais cedo as repórteres da CNN Isabel Mega, Rebeca Borges e Mayara da Paz.

    Entre eles, está o projeto de lei que muda as regras da “saidinha” de presos, tido como prioritário pelo próprio presidente Lula, que defende que os presos possam continuar deixando a cadeia para visitarem a família em datas comemorativas.

    Em troca, segundo a reportagem da CNN, a oposição conseguiu negociar também o adiamento de um veto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 2021, a um projeto que revogava a Lei de Segurança Nacional. A solução para o impasse foi concordar com ambos os adiamentos.

    Esses vetos devem ser apreciados em 28 de maio, data prevista para a próxima sessão conjunta do Congresso Nacional.