Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Para aliados, Lula deve amenizar tom e evitar "guerra pessoal" com Trump

Petista tem sido aconselhado a manter discurso nacionalista sem ingressar em embate direto com presidente americano

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Diante da escalada das tensões entre Brasil e Estados Unidos, aliados próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender nos bastidores uma mudança de tom no confronto com Donald Trump. A tese é que Lula deve aliviar o embate direto com o presidente americano, para evitar que se consolide uma “guerra pessoal” entre os dois chefes de Estado.

A avaliação surge em meio à expectativa para visita do presidente ao Chile nesta semana. Além de Lula e do presidente chileno, Gabriel Boric, estarão presentes líderes da Colômbia, Uruguai e Espanha.

A ideia, diz um petista próximo de Lula, não é “afinar” diante de Trump. Para esse aliado, o presidente deve sim seguir defendendo a soberania nacional e condenando qualquer tipo de interferência americana nas instituições brasileiras. O objetivo, no entanto, é dar caráter mais “institucional” ao embate, sem personalizar as críticas.

Apesar da proposta de ajuste no discurso, aliados de Lula enxergam no encontro de líderes no Chile uma oportunidade para o presidente brasileiro. A ideia é que o encontro sirva de palco para desenhar um discurso coletivo em relação ao governo Trump.

Em geral, também predomina no círculo próximo ao presidente a ideia de que o discurso nacionalista em resposta aos Estados Unidos será um trunfo importante para Lula no médio e longo prazo. Inclusive para as eleições de 2026.