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    Clarissa Oliveira
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    Clarissa Oliveira

    Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações, como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

    Shopee, Shein e AliExpress: “Jabuti” para taxar compras até US$ 50 ganha adesão na Câmara

    Inserido em programa sobre descarbonização do setor automotivo, novo imposto pode ser discutido ainda nesta semana

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), espera destravar ainda nesta semana as negociações sobre a taxação de compras até US$ 50.

    O assunto consta do projeto que trata do programa Mover, de descarbonização do setor automotivo, e foi incluído no texto como um “jabuti”. Ou seja, uma emenda que não possui relação com o texto original.

    De acordo com fontes da Câmara ouvidas pelo blog, o clima é favorável à manutenção desse item no texto.

    Reivindicada pela indústria nacional, a taxação ganhou adesão em diversos setores da oposição, mas ainda enfrenta a resistência de algumas alas da base aliada.

    Lira já se manifestou em mais de uma ocasião a favor da taxação.

    O assunto, segundo interlocutores do presidente da Câmara, deve ser levado a discussão na reunião de líderes prevista para ocorrer amanhã.

    A polêmica sobre a taxação de compras até US$ 50 vem permeando as discussões no governo e no Congresso há meses.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ensaiou medidas para taxar esse tipo de compra, mas acabou desautorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Apesar de vista com bons olhos na Fazenda, pelo impacto fiscal que teria nas contas públicas, a medida enfrenta resistência em setores do PT, por exemplo.

    Com o discurso de que a cobrança seria prejudicial aos mais pobres, parlamentares da legenda admitem sob reserva preocupação com o impacto na popularidade do presidente Lula.

    Isso porque a medida atingiria em cheio produtos comercializados por empresas como Shein, Shopee e AliExpress, por exemplo.

    A indústria, entretanto, pressiona pelo novo imposto, alegando a canibalização da produção nacional e perda de empregos.