Campanha de Lula terá "batalha de obras" e defesa de democracia e soberania
Presidente rodará país com ministros para "bombar" imagem de aliados em inaugurações e fazer comparações, em especial com governadores da oposição
Já em pré-campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agora vai adotar uma estratégia nas viagens pelo Brasil para provocar governadores de direita, especialmente os que se colocam como pré-candidatos à Presidência da República.
O petista planeja uma espécie de "batalha de obras", desafiando os Executivos estaduais a mostrarem as entregas das respectivas gestões. Lula acredita que a administração federal terá feito mais por aquela unidade federativa do que o próprio governador.
Nesse roadshow que será feito país afora ao menos uma vez por semana, Lula vai levar consigo ministros de Estado. O objetivo é ajudar a "bombar" a imagem dos aliados, já que cerca de 20 deles deixarão os cargos no governo até o início de abril para disputarem vagas de governador, deputado e senador na eleição de outubro.
“Conquistas e medos”
A campanha à reeleição vai se dividir basicamente em dois pontos. O primeiro é propagandear conquistas do Lula 3, como ter tirado o país do mapa da fome, retomado programas como Minha Casa Minha Vida e isentado do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil.
A segunda vertente vai estimular no eleitor o medo de uma possível vitória da direita, explorando a ameaça à democracia e, agora, à soberania nacional. A campanha vai confrontar a postura internacional de Lula – a ser representada nas campanhas publicitárias como altiva – com a atitude da família Bolsonaro, que será representada como submissa e aduladora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.



